[Intro]
[Verse]
Puxo o banco e encosto o peito no balcão
O bico da bota risca o chão de terra batida
A lida foi pesada mas o peito traz um grão
De uma saudade que brota e não pede saída
O vento lá fora assovia por entre as frestas
Trazendo o cheiro do mato e do gado no pasto
A vida da gente é feita dessas frestas
Onde o silêncio caminha deixando seu rastro
[Chorus]
É no compasso lento dessa moda de viola
Que o coração aprende a se aquietar
O tempo que corre a gente nem segura a gola
Deixa a poeira baixar pra enxergar o lugar
Um gole de café um olhar pro horizonte
A paz é um ribeirão que nasce na fonte
Sem pressa de chegar sem medo de parar
Só o balanço manso de quem sabe esperar
[Bridge]
Olho pras mãos calejadas de tanto trabalho
Vejo o destino traçado em cada linha
O orvalho da manhã molha o meu agasalho
Enquanto a lua no céu faz a sua trilha
Não preciso de muito pra me sentir inteiro
Basta o berrante tocando lá no fim do retiro
E o sossego abraçando esse velho tropeiro
[Verse]
O sol vai caindo e a sombra vai se alongando
As aves procuram o ninho na copa do ipê
A noite chega de mansinho me convidando
Pra reviver as lembranças que eu guardo de você
A fogueira estala contando causos antigos
As estrelas parecem querer me escutar
Nessa lida solitária sou meu próprio abrigo
Nessa estrada de terra aprendi a cantar
[Chorus]
É no compasso lento dessa moda de viola
Que o coração aprende a se aquietar
O tempo que corre a gente nem segura a gola
Deixa a poeira baixar pra enxergar o lugar
Um gole de café um olhar pro horizonte
A paz é um ribeirão que nasce na fonte
Sem pressa de chegar sem medo de parar
Só o balanço manso de quem sabe esperar
[Chorus]
É no compasso lento dessa moda de viola
Que o coração aprende a se aquietar
O tempo que corre a gente nem segura a gola
Deixa a poeira baixar pra enxergar o lugar
Um gole de café um olhar pro horizonte
A paz é um ribeirão que nasce na fonte
Sem pressa de chegar sem medo de parar
Só o balanço manso de quem sabe esperar
[Outro]