(Intro)
(Teclado melancólico, som de vento frio e passos lentos)
Não tem fórmula, não tem manual...
Ninguém te prepara pro silêncio depois da tempestade.
A casa cheia de vida... de repente, um vazio sem fim.
(Verso 1)
A luz do sol entra pela janela, mas o quarto continua no escuro,
Tento dar um passo pra frente, mas esbarro num imenso muro.
Ver as tuas roupas gaveta adentro é um golpe de misericórdia,
O relógio não para o ponteiro, mas a minha vida perdeu a harmonia.
As pessoas na rua me olham com pena, tentam dizer frases prontas,
Pedem pra eu 'ser forte', mas não sabem quem paga essas contas.
É um luto sem trégua, que chega sem dar aviso prévio,
Transformando cada lembrança feliz no meu maior martírio.
(Refrão)
É a dor de quem perdeu um filho, um pedaço arrancado no peito,
Um amor sem destino, uma saudade que não tem conserto.
A vida segue lá fora, mas o meu tempo parou no lugar,
E eu daria o meu próprio mundo só pra poder te abraçar.
É a dor de quem perdeu um filho, o silêncio que grita sem fim,
Procurando teu rosto no nada, tentando encontrar o que resta de mim.
(Verso 2)
A mesa posta na hora da janta é o momento em que a alma chora,
A cadeira vazia lembra o vazio de quem foi embora.
Guardei os desenhos que você fez, as marcas na parede da sala,
Mas a falta do teu abraço apertado é o detalhe que me desmola.
A raiva, a tristeza, a saudade se misturam numa tempestade,
Me pergunto o porquê de o destino ter tanta crueldade.
Aprendo a pisar no espinho, a carregar esse peso todo dia,
Tentando honrar o teu nome mesmo na falta de alegria.
(Ponte)
(A batida desacelera, sobra apenas um piano suave e comovente)
Se existir um lugar além das estrelas e do céu azul,
Eu sei que você tá lá, brilhando do norte ao sul.
Prometo não me entregar, mesmo quando parecer o fim,
Porque a melhor parte de você continua viva em mim.
(Refrão)
É a dor de quem perdeu um filho, um pedaço arrancado no peito,
Um amor sem destino, uma saudade que não tem conserto.
A vida segue lá fora, mas o meu tempo parou no lugar,
E eu daria o meu próprio mundo só pra poder te abraçar.
É a dor de quem perdeu um filho, o silêncio que grita sem fim,
Procurando teu rosto no nada, tentando encontrar o que resta de mim.
(Outro)
(Voz suave e abafada, ecoando gradualmente)
Pra sempre meu menino...
Pra sempre minha menina...
Até o dia em que a gente se reencontrar.
(Fade out silencioso)