Relâmpagos riscam o céu, trovões a ecoar
O vento forte chega pra tudo tocar
Árvores dançam, se inclinam ao chão
A chuva chega com toda sua imensidão
É a natureza quem manda, é o seu lugar
E não há nada que possamos fazer pra impedir
O homem sonha que é dono do mundo
Mas diante dela, precisa se curvar e ouvir
Somos nada, mas achamos que somos tudo
Uma ilusão de poder que cai no primeiro instante
A natureza é soberana, não precisa de nós
Mas nós, sem ela, não somos nem um instante
Somos clandestinos, só passando por aqui
Hóspedes humildes, aprendendo a respeitar
Não se luta com ela, não há quem possa vencer
Só cabe admirar, proteger e agradecer
Tempestades que chegam, não há como deter
E quando ela demora, também sabemos sofrer
Abrigamo-nos, esperamos passar
E admirar seu poder sem questionar
O vulcão que desperta, lindo e fatal
O mar que se alarga, sem porto final
Correntes que levam o que construímos
Diante dessa força, tão pequenos parecemos
Não podemos impedir o sol nem a chuva
Sem ar não vivemos, sem água não há vida
Tiramos o que precisamos pra sobreviver
Mas cobramos demais, e ela vai responder
Quanto mais a ferimos, mais ela responde
Não é vingança, é o ciclo que se impõe
Ela existiu antes, e existirá depois
Sem nós, segue inteira, sem se abalar jamais
Somos nada, mas achamos que somos tudo
Uma ilusão de poder que cai no primeiro instante
A natureza é soberana, não precisa de nós
Mas nós, sem ela, não somos nem um instante
Somos clandestinos, só passando por aqui
Hóspedes humildes, aprendendo a respeitar
Não se luta com ela, não há quem possa vencer
Só cabe admirar, proteger e agradecer
Somos água, somos luz, somos energia
Parte pequena dessa imensa poesia
Quando entendermos que somos convidados
A paz com a mãe terra será nosso legado...