[Verso 1]
Dizem que a gaiola prende,
Mas também pode alimentar,
Se tem água e tem comida,
Quem vai querer dela escapar?
Lá fora o fogo se espalha,
Queimando o chão e o ninho,
Destruindo os meus filhotes,
Deixando o céu sem caminho.
[Pré-refrão]
Se a floresta vai sumindo,
Se o alimento acabou,
Não me julgue por querer
Um lugar onde haja amor.
[Refrão]
Eu quero a gaiola aberta,
Pra entrar e pra sair,
Quero água, quero comida,
Mas também quero existir.
Não quero trocar meu voo
Por migalhas de ilusão,
Quero a porta sempre aberta,
Liberdade e proteção.
[Verso 2]
Não é só sobre a gaiola,
Nem somente sobre o pão,
Tem quem mande e quem obedeça,
Tem quem sofra sem opção.
Tem império decidindo
O destino de um país,
Enquanto o pobre paga a conta
Pra outro viver feliz.
[Ponte]
Não quero fogo na mata,
Nem dinheiro sem coração,
Não quero um mundo de poucos
Vivendo da exploração.
Se existe uma gaiola,
Que ela não seja prisão,
Que tenha a porta aberta
E justiça na mão.
[Refrão final]
Eu quero a gaiola aberta,
Pra entrar e pra sair,
Quero água, quero comida,
Mas também quero existir.
Porque liberdade é mais
Do que simplesmente voar:
É ter um mundo onde o pássaro
Tenha onde pousar.
[Final]
E se um dia a mata voltar,
E o céu voltar a florescer,
Talvez eu deixe a gaiola
Sem ninguém me convencer.
Porque o pássaro não esquece
O que nasceu para fazer:
ter alimento, ter abrigo…
mas também nascer pra viver.Se quiser, posso adaptar essa mesma letra para ficar mais sertanejo/forró/piseiro, com refrão mais “chiclete” e pronto para cantar.