Como seria diferente, se cada nação olhasse só para a paz?
Mas palavras duras assolam, nos levando ao perigo cada vez mais
Religião, poder, diferenças que deviam unir
Viram motivo de brigas que a maioria não pode impedir
Líderes que esquecem o diálogo, que deixam a tolerância de lado
Dão um passo pro abismo, sem olhar o que está sendo levado
Destroem tudo ao redor, e a vingança piora o que já é ruim
Querem destruir pra depois construir o que nunca devia ter tido fim
Ultrapassam fronteiras, agridem quem nunca quis lutar
O povo é obrigado a se defender, sem saber por que lutar
Povos sem rumo, com pouco pão, sem abrigo e sem destino
Só tentam sobreviver, protegendo quem amam, no desatino
Só o tempo vai explicar o que a razão não alcança
Crianças assustadas perguntam: “Por que toda essa dança?”
Tanta destruição, vidas que se vão, só tristeza no lugar
Nos escombros, uma história que o fogo não conseguiu apagar
Um brinquedo, uma foto, uma roupa no chão
É a identidade perdida, difícil de reconstituir então
Só lembranças do que foi, e o brilho que se apagou nos olhos
Resta a fé, mesmo quando a dor nos toma de assalto
Por que tem que ser assim? Por que a paz tem que esperar?
A humanidade não quer guerra — nós só queremos é viver!
Armas pesadas, feitas só para destruir e derrubar
Dizem que “equilíbrio de poder” é o jeito de nos guardar
Mas a Terra vai ficar aqui, firme, resistente ao fim
Se a vida acabar, não temos outra casa, nem outro lugar assim
A maioria de nós não quer brigar, não quer sangue nem dor
Mas somos arrastados por quem segura o poder, sem amor
O caminho era empatia, era o amor a nos guiar
Mas parece tão longe de todos conseguirmos enxergar
Não há vencedores aqui, ninguém ganha essa batalha
Só ruínas, só lamento, só uma terra que se espalha
É injusto, é cruel, é preço alto demais
Pagamos por escolhas que não são nossas, jamais
Um brinquedo, uma foto, uma roupa no chão
É a identidade perdida, difícil de reconstituir então
Só lembranças do que foi, e o brilho que se apagou nos olhos
Resta a fé, mesmo quando a dor nos toma de assalto
Por que tem que ser assim? Por que a paz tem que esperar?
A humanidade não quer guerra — nós só queremos é viver!
Um dia a gente cresce, aprende a escolher
E faz desse mundo, finalmente, um lugar para viver