[Verse 1]
Eu tava só lá no sítio, o sereno no quintal
Quando o telefone tocou, seu nome acendeu no visor
A gente falou de tudo, sem pressa de terminar
Mas você disse boa noite e eu fiquei sem desligar
[Pre-Chorus]
Fiquei olhando a estrada, tentando adivinhar
Se aquele adeus tão curto ainda ia voltar
[Chorus]
Aí bateu meia-noite, seu chamado outra vez
“Me encontra lá na pracinha”, você pediu, e eu nem pensei
No banco de sempre, sob a velha mangueira
Seu sorriso chegou primeiro, depois veio a vida inteira
Dois corações, um começo, um sim sem explicar
E doze anos depois, ainda escolho te amar
[Verse 2]
Fui com o peito apressado, camisa de domingo
A praça quase vazia guardou nosso primeiro beijo
Você pegou minha mão, eu esqueci de ter medo
E o mundo coube inteiro naquele nosso segredo
[Pre-Chorus]
A lua viu de perto o que ninguém precisou saber
Naquela noite simples, eu comecei a pertencer
[Chorus]
Aí bateu meia-noite, seu chamado outra vez
“Me encontra lá na pracinha”, você pediu, e eu nem pensei
No banco de sempre, sob a velha mangueira
Seu sorriso chegou primeiro, depois veio a vida inteira
Dois corações, um começo, um sim sem explicar
E doze anos depois, ainda escolho te amar
[Bridge]
Hoje a casa tem retratos, tem histórias pelo chão
Mas guardo aquela chamada bem dentro do coração
Se o tempo me perguntasse onde eu voltava pra viver
Era àquela meia-noite, só pra encontrar você
[Final Chorus]
Quando bate meia-noite, lembro o que você fez
“Me encontra lá na pracinha”—e eu volto àquela vez
No banco de sempre, sob a velha mangueira
Seu sorriso ainda chega e muda a vida inteira
Doze anos lado a lado, e eu digo sem hesitar:
Foi naquela pracinha que aprendi o que é amar
[Outro]
Foi naquela pracinha
Que comecei a te amar