Abro a janela, desperta o jardim,
O sol da manhã vem sorrindo pra mim.
A brisa acaricia as flores no chão,
E o mundo desperta em doce canção.
Um pássaro canta, outro vem responder,
Que encanto tão grande é poder viver!
O vento me chama, convida a cantar,
E a luz vem comigo por onde eu passar.
Ó luz! Ó luz! Que alegria viver!
Há sempre uma flor querendo nascer!
Ó luz! Ó luz! Que encanto é amar!
Meu peito é um jardim que aprendeu a cantar!
Ah! Que beleza! Que doce emoção!
A vida floresce em meu coração!
Ó luz! Ó luz! Vem sorrir para mim,
Que a vida é um canto de amor sem fim!
O tempo deixou suas marcas em mim,
Mas trouxe outras flores ao meu jardim.
As mãos que acolheram, os sonhos que amei,
São luzes que guardo por onde passei.
Se a chuva me encontra, eu deixo chover,
Há tantas sementes querendo nascer.
E quando o sol volta a me iluminar,
Até minha saudade se põe a cantar!
Ó luz! Ó luz! Que alegria viver!
Há sempre uma flor querendo nascer!
Ó luz! Ó luz! Que encanto é amar!
Meu peito é um jardim que aprendeu a cantar!
Busquei respostas no céu e no mar,
Nas preces que fiz, sem saber esperar.
Mas hoje, em silêncio, consigo sentir
Que Deus também fala no simples existir.
Na mão que acolhe, no pão que se dá,
Na flor que resiste e insiste em brotar.
A luz que atravessa o céu e o jardim
É a mesma que agora floresce em mim!
Ah! Como é belo viver!
Ah! Como é doce florescer!
Que cantem as fontes, que dance o jardim,
Que a vida celebre essa luz dentro de mim!
Ó luz! Ó luz! Eu quero cantar!
Enquanto houver vida, eu quero amar!
Ó luz! Ó luz! Que alegria viver!
Há sempre uma flor querendo nascer!
Ó luz! Ó luz! Que encanto é amar!
Meu peito é um jardim que aprendeu a cantar!
Ah! Que beleza! Que doce emoção!
A vida floresce em meu coração!
Ó luz! Ó luz! Vem sorrir para mim,
Que a vida é um canto de amor sem fim!
E quando o silêncio vier me encontrar,
A luz em meu peito há de continuar.
Ah... que alegria viver!
A luz canta em mim!