A MENINA DE JATAÍ
(Verso 1)
Olhos negros, macios como a noite
De lua cheia, mistério doce e profundo
Eles foram a luz que me guiou
O farol que iluminou o meu mundo
Sorrisos de uma beleza morena
Varrendo a saudade do peito
Afagando os meus sonhos acordados
Do seu jeito tão lindo e perfeito
(Verso 2)
Aquele olhar amanhecia em mim
Como aurora rebelde a brilhar
Arrastando a luz das estrelas
E de mil luas que não souberam sangrar
Meu coração surpreso acolheu
O beijo macio que o seu olhar deixou
Meu corpo sorriu numa esperança
Que finalmente, em mim, despertou
(Refrão)
Mas você foi embora, voou pra longe daqui
Minha linda flor, a menina de Jataí...
Como a brisa que brinca no rosto
E leva o perfume que o tempo guardou
Você era o meu porto seguro
Algo bom que um dia chamei de amor!
(Verso 3)
Fiquei a olhar o horizonte e a vida
Com os olhos perdidos no vazio do altar
Buscando a imagem que o destino roubou
E que o tempo insiste em não me entregar
Voltei no tempo, ao nosso momento
Quando o sorriso era a nossa lei
A gente sabia amar e dançar
Aquela dança que eu nunca esqueci
(Ponte)
Pequenina e morena, quente como o sol
Como um beijo ardente dentro da noite azul
Depois veio a ausência, depois a saudade
E o vento gelado que sopra do sul
Do mesmo modo que veio, você se foi
Correndo em céu aberto, buscando mais luz
Deixando no peito essa dor que consome
E uma cruz que meu corpo conduz
(Refrão)
Mas você foi embora, voou pra longe daqui
Minha linda flor, a menina de Jataí...
Como a brisa que brinca no rosto
E leva o perfume que o tempo guardou
Você era o meu porto seguro
Algo bom que um dia chamei de amor!
(Outro / Final)
Hoje, eu quero em você uma amiga na dor
Que esconda o que a gente não viu crescer
Quero o seu carinho e o seu eterno sorriso
Aquele que sempre faz o meu renascer...
Minha linda flor...
Menina de Jataí.
WANDERLENE (LENIM)
Poema de seu tio Lenim!