(Verso 1)
O relógio corria lento na parede
O guarda-roupa aberto e a dúvida no olhar
Minhas mãos suavam frias, que sede
Eu ensaiava o que ia te falar
Você chegou com o casaco jeans azul
E o sorriso que parou o meu mundo ali
Nenhum destino, nem norte ou sul
Só a vontade boba de te fazer sorrir
(Refrão)
Na noite em que saímos a primeira vez
O céu de julho parecia nos olhar
Perdi a conta das piadas que eu fiz
Só para ver o seu olho brilhar
A luz da rua desenhava nossa sombra
O tempo parou pra nos ver passar
Aquela noite em que saímos a primeira vez
Foi o começo do que nunca vai acabar
(Verso 2)
Dividimos um café e um doce de vitrine
A conversa fluiu como se fosse canção
Parecia uma cena linda de cinema ou filme
O compasso certinho do meu coração
Sua mão encostou na minha sem querer
E o frio na barriga virou calmaria
Eu não sabia o que ia acontecer
Mas dentro de mim, eu já sabia
(Refrão)
Na noite em que saímos a primeira vez
O céu de julho parecia nos olhar
Perdi a conta das piadas que eu fiz
Só para ver o seu olho brilhar
A luz da rua desenhava nossa sombra
O tempo parou pra nos ver passar
Aquela noite em que saímos a primeira vez
Foi o começo do que nunca vai acabar
(Ponte)
E hoje eu olho pra nós dois aqui na sala
O mesmo casaco jeans guardado no armário
A nossa história que nunca se cala
E o amor que não cabe no calendário
(Refrão Final)
Daquela noite em que saímos a primeira vez
Onde o universo inteiro quis conspirar
Das tantas juras que o silêncio fez
E que a gente continua a cantar
A luz da rua ainda brilha na memória
O tempo corre, mas nos deixa o altar
Aquela noite em que saímos a primeira vez
Foi o começo do meu eterno lar