O jardim respirava paz,
Até que a serpente começou a falar.
Uma escolha mudou toda a história,
E a morte aprendeu a caminhar.
Os olhos se abriram em vergonha,
A inocência caiu pelo chão.
Folhas não cobriram a culpa,
Nem silenciaram o coração.
Do pó viemos...
Ao pó voltaremos.
A criação inteira geme,
Esperando redenção.
Olha o mundo queimando em pecado!
Sangue derramado, irmão contra irmão.
O orgulho ergueu seu próprio trono,
E acorrentou cada geração.
Ódio, ganância, mentira e guerra,
A alma humana se perdeu.
A coroa da vida virou espinhos,
E a terra inteira escureceu.
Caim levantou sua mão,
E o sangue gritou do chão.
Reinos nasceram da violência,
Vestidos de falsa redenção.
Altares ao ouro e ao ego,
Corações frios como metal.
Chamaram as trevas de liberdade,
E esqueceram o Deus Eternal.
Cada lágrima...
Cada túmulo...
Cada grito da criação...
É o eco da escolha no Éden,
É o preço da rebelião.
A morte sorri nas ruas,
Enquanto o pecado faz seu altar.
Mas toda coroa construída no orgulho,
Diante do Santo vai desabar.
Olha o mundo afundando em pecado!
Nações se curvando à escuridão.
O homem fugiu da própria vida,
Abraçando sua condenação.
Sem Deus, só resta o vazio.
Sem luz, só existe o horror.
A humanidade colhe em lágrimas
O fruto da sua própria dor.
O jardim ficou para trás...
As portas se fecharam.
A espada continua acesa...
E a criação espera...
O dia em que o Rei voltará.