A rua promete tudo...
Mas cobra caro.
No começo é dinheiro, respeito, status...
Depois é medo, saudade e uma mãe chorando no quarto.
Era só mais um moleque querendo vencer,
olhava pra dificuldade sem saber o que fazer.
Em casa faltava grana, sobrava preocupação,
a rua apareceu vendendo uma falsa solução.
“Vem com nós, moleque, aqui você vai ganhar,
vai ter roupa, vai ter grana, ninguém vai te humilhar.”
Ele acreditou naquela conversa bonita,
sem perceber que aquela estrada também tinha uma saída.
Começou pequeno, depois quis subir,
quanto mais entrava, mais difícil sair.
O dinheiro vinha fácil, mas a paz foi embora,
e a mãe percebeu que alguma coisa mudava.
Ela perguntava: “Filho, o que aconteceu?”
Ele baixava a cabeça e dizia: “Nada, mãe, sou eu.”
Mas mãe conhece o filho até no silêncio,
ela sentia no peito que havia algo errado por dentro.
A rua não te ama, a rua só te usa,
quando tudo desaba, cada um procura uma desculpa.
O dinheiro vem rápido, mas a dor vem também,
e quando chega a cobrança, quase ninguém fica bem.
E quem sofre em casa? É a mãe,
que passa a noite acordada esperando alguém.
Ela não quer riqueza, não quer ostentação,
só quer o filho vivo dentro de casa, longe da perdição.
O telefone toca tarde, ela perde o sono,
qualquer notícia ruim já destrói seu abandono.
Ela vê uma viatura passando na rua,
fecha os olhos e pede: “Meu Deus, protege a vida dele.”
O filho acha que é forte porque ninguém confronta,
mas não percebe que o medo também fecha portas.
Confunde respeito com gente tendo medo,
e vai se afastando dos sonhos desde cedo.
A infância ficou presa numa fotografia,
o menino que sorria já quase não existia.
A mãe ainda guardava aquela velha esperança:
“Meu filho pode mudar, ainda existe esperança.”
Não existe glamour quando uma mãe chora,
não existe vitória quando a família perde a paz.
Não existe dinheiro que compre outra história,
nem dinheiro que faça o tempo voltar atrás.
Talvez ninguém tenha contado essa verdade,
que coragem também é abandonar uma falsidade.
Ser homem de verdade é escolher outro caminho,
é voltar pra casa e dizer: “Mãe, eu tô contigo.”
Você pode recomeçar, mesmo depois de errar,
enquanto existe vida, existe tempo pra mudar.
A rua pode oferecer aquilo que parece solução,
mas teu futuro vale muito mais que qualquer cifrão.
A rua não te ama, a rua só te usa,
quando tudo desaba, cada um procura uma desculpa.
O dinheiro vem rápido, mas a dor vem também,
e quando chega a cobrança, quase ninguém fica bem.
E quem sofre em casa? É a mãe,
que passa a noite acordada esperando alguém.
Ela não quer riqueza, não quer ostentação,
só quer o filho vivo dentro de casa, longe da perdição.
Se você ainda tá nesse caminho, escuta essa mensagem:
não deixa a rua escrever o final da sua história.
Porque dinheiro passa...
o status passa...
mas a dor de uma mãe pode durar uma vida inteira.