[Intro]
Abre a roda, chega mais,
que hoje a noite vai contar:
Seu Zé ajeita o chapéu,
tem caminho pra subir no ar!
[Verse 1]
Na esquina da Lapa, parou pra sorrir,
fez sinal pro bonde: “Hoje eu vou partir.”
No bolso, um baralho, no passo, elegância,
levou seu gingado e deixou lembrança.
[Pre-Chorus]
A lua perguntou: “Vai voltar quando, Seu Zé?”
Ele deu uma risada: “Quando a roda quiser!”
[Chorus]
Seu Zé Pelintra subiu, subiu,
mas o samba daqui não sumiu!
Bate palma, meu povo, deixa o couro falar,
que até lá no alto ele vai sambar!
Seu Zé Pelintra subiu, subiu,
com seu terno branco e sorriso gentil;
se a saudade apertar, pode acreditar:
no compasso da roda ele vem visitar!
[Verse 2]
Levou um lenço branco, um cravo na lapela,
fez da despedida uma festa tão bela.
O povo na calçada cantou sem parar,
e o céu abriu espaço pra ele passar.
[Pre-Chorus]
A lua perguntou: “Vai voltar quando, Seu Zé?”
Ele piscou de mansinho: “Quando a roda quiser!”
[Chorus]
Seu Zé Pelintra subiu, subiu,
mas o samba daqui não sumiu!
Bate palma, meu povo, deixa o couro falar,
que até lá no alto ele vai sambar!
Seu Zé Pelintra subiu, subiu,
com seu terno branco e sorriso gentil;
se a saudade apertar, pode acreditar:
no compasso da roda ele vem visitar!
[Bridge]
Quem tem fé dá licença,
quem tem samba dá a mão;
Seu Zé segue ligeiro,
mas deixou seu coração.
[Final Chorus]
Seu Zé Pelintra subiu, subiu,
mas o samba daqui não sumiu!
Bate palma, meu povo, deixa o couro falar,
que até lá no alto ele vai sambar!
Seu Zé Pelintra subiu, subiu,
e a alegria no terreiro se abriu;
se a saudade apertar, pode acreditar:
no compasso da roda ele vem visitar!
[Outro]
Abre a roda, chega mais,
que Seu Zé vai sempre estar;
quando o samba chama forte,
é só deixar o pé marcar!