[Style: Arrocha baiano, sofrência, romantic, keyboards, bass, live percussion, slow swing, male vocals]
[Intro: Solo de teclado chorando, bateria marcada no compasso do arrocha]
[Verse 1]
No espelho calmo do riacho
A libélula ensaia o seu bailado
Traça no ar um risco abstrato
Um quase nada, um voo leve e sagrado
Anuncia o sutil amanhecer
Que doura a casca da madeira
Lembrando ao mundo, sem temer
Que a beleza é efêmera e passageira
[Verse 2]
Andei caminhos sem saber o fim
Guiado por um sopro invisível, um imã
Até que o universo sussurrou para mim
Maktub, o destino é o que se aproxima
Tive a epifania ao te encontrar
No meio do barulho e da cidade
Descobrindo o que é finalmente amar
No espelho puro da reciprocidade
[Chorus]
[Teclado sobe o tom, ritmo fica bem marcado e swingado]
A vida dobra, mas o galho não cai
Veste-se a alma de resiliência
Enquanto o tempo corre e o dia vai
Ensinando a arte da sobrevivência
Até que o peito encontre a plenitude
Onde a velha e terna saudade
Já não dói, só serve pra acalentar!
[Chorus]
[Repetição em duplicidade - vocal mais alto, com choro no teclado]
A vida dobra, mas o galho não cai
Veste-se a alma de resiliência
Enquanto o tempo corre e o dia vai
Ensinando a arte da sobrevivência
Até que o peito encontre a plenitude
Onde a velha e terna saudade
Já não dói, só serve pra acalentar!
[Verse 3]
[Ritmo cai um pouco, mais intimista]
Na copa escura, onde o silêncio habita
O murucututu vigia a floresta fria
Sua voz mística e bendita
Preenche o breu com sua melodia
Mas logo o som da noite se cala
Quando a alvorada surge, majestosa e clara
Desenhando no céu uma nova escala
Com a singularidade desta Terra rara
[Chorus]
[Acelera o swing do arrocha, ápice da música]
A vida dobra, mas o galho não cai
Veste-se a alma de resiliência
Enquanto o tempo corre e o dia vai
Ensinando a arte da sobrevivência
Até que o peito encontre a plenitude
Onde a velha e terna saudade
Já não dói, só serve pra acalentar!
[Chorus]
[Repetição em duplicidade - puxando o "chora teclado!"]
A vida dobra, mas o galho não cai
Veste-se a alma de resiliência
Enquanto o tempo corre e o dia vai
Ensinando a arte da sobrevivência
Até que o peito encontre a plenitude
Onde a velha e terna saudade
Já não dói, só serve pra acalentar!
[Outro]
[Solo final de teclado e saxofone]
Já não dói...
Só serve pra acalentar...
[Fade out]