(Intro)
Mais uma sirene cortando a madrugada,
mais um jovem sendo julgado sem fazer nada.
Na quebrada a esperança insiste em resistir,
mas a injustiça tenta todo sonho destruir.
(Verso 1)
Policial enquadrando a mulecada na viela,
muitos são inocentes, mas já apontam e cancelam.
Olham a cor da pele, o lugar onde nasceu,
e esquecem que ali também tem trabalhador e filho de Deus.
Invadem barraco sem mandado, espalhando o terror,
assustando mãe, criança e pai trabalhador.
Quem acorda cedo, pega o trem lotado,
só quer viver em paz e voltar pra casa do trabalho.
Mas na favela tem respeito, tem dignidade,
tem gente lutando por uma oportunidade.
Não é justo confundir quem batalha todo dia,
com quem escolheu outro caminho na vida.
(Refrão)
Eu só peço justiça, igualdade e respeito,
que enxerguem o ser humano antes do preconceito.
Na favela também tem sonho, também tem coração,
ninguém merece viver com medo da opressão.
Eu só peço justiça, igualdade e respeito,
que a lei seja pra todos do mesmo jeito.
Pai de família merece paz pra trabalhar,
e a mulecada uma chance pra poder sonhar.
(Verso 2)
Quantas histórias foram marcadas pela dor,
quantos inocentes carregando esse temor.
A violência só aumenta a divisão,
o diálogo e a justiça trazem solução.
A favela quer escola, quer trabalho e dignidade,
quer mais oportunidade e menos desigualdade.
Porque o futuro da quebrada pode florescer,
quando houver respeito para todos viver.
(Final)
Que a paz vença o medo, que a verdade apareça,
que a justiça seja justa e a esperança não desapareça.
Da viela pro mundo, essa mensagem vai ecoar:
respeito e humanidade nunca podem faltar.