[Verse 1 — Male]
Conheci-te numa tarde, à porta do café,
Tinham-te chamado Fabiana, eu disse o meu nome: Aldair.
Falámos sem dar conta de o tempo passar,
E ao despedir-me já queria voltar.
[Verse 2 — Female]
Vieram dias simples, tão cheios de nós,
O teu casaco à chuva, a tua mão na minha voz.
Fizemos tantos planos, sem saber contar
As horas que a distância nos ia cobrar.
[Pre-Chorus — Duet]
Não houve culpa, nem palavra cruel,
Só a vida a mudar o caminho no papel.
[Chorus — Duet]
Aldair, Fabiana, ainda mora aqui
O amor que tivemos, o que não se perdeu em mim.
Mas entre os deveres, os comboios, o mar,
Houve escolhas difíceis, sem como ficar.
E eu guardo o teu nome, baixinho, comigo;
Amar-te foi casa, partir foi destino.
[Verse 3 — Male]
Tive de ir mais longe, cumprir o que assumi,
Dizia “é só por agora”, mas o agora fugiu.
As cartas chegavam com menos por dizer,
E eu via os teus dias a seguirem sem me ter.
[Verse 4 — Female]
Também tinha promessas que não podia adiar,
Uma casa, uma família, alguém para amparar.
Não deixei de te amar; aprendi a aceitar
Que há braços que se soltam sem deixar de chamar.
[Pre-Chorus — Duet]
Não houve culpa, nem palavra cruel,
Só dois corações a cumprir o que a vida lhes deu.
[Chorus — Duet]
Aldair, Fabiana, ainda mora aqui
O amor que tivemos, o que não se perdeu em mim.
Mas entre os deveres, os comboios, o mar,
Houve escolhas difíceis, sem como ficar.
E eu guardo o teu nome, baixinho, comigo;
Amar-te foi casa, partir foi destino.
[Bridge — Male]
Se aquela primeira tarde pudesse voltar,
Eu não mudava o encontro, nem o teu olhar.
[Bridge — Female]
Só pedia à vida mais tempo, talvez,
Mas ela não promete o que o coração fez.
[Final Chorus — Duet]
Aldair, Fabiana, ainda mora aqui
A ternura intacta do que fomos, enfim.
Não foi falta de amor, nem vontade de andar;
Foi o mundo a chamar-nos para lados sem par.
E eu guardo o teu nome, baixinho, comigo;
Amar-te foi casa… e levo-a comigo.
[Outro — Duet]
Aldair…
Fabiana…
Tão longe, tão perto,
Ainda te amo, em silêncio, por dentro.