[Intro]
[Verse]
O cursor desenha o início de um plano
Um encontro forjado no brilho do vidro
Dois estranhos tecendo um laço profano
Num silêncio que faz bem mais sentido
A distância é um detalhe que a gente ignora
Enquanto o código escreve o que a alma sente
[Verse]
Pelas frestas da fibra a gente se encontra
Onde o tempo não dita nenhuma regra
Cada letra que chega é uma conta
De uma chama que o mundo jamais desintegra
Tua voz no fone é o meu único porto
Mesmo que o corpo ainda esteja ausente
[Pre-Chorus]
Nesse reino de luz e de zeros
Construímos a nossa verdade
Longe de olhos e egos austeros
Em busca da plena cumplicidade
[Chorus]
É um refúgio que só a gente conhece
Um segredo guardado em pixels de cor
Onde a lógica enfim desaparece
Pra dar lugar ao mais puro calor
Nesse espaço que o mapa não traz
Somos donos da nossa própria paz
[Verse]
Madrugadas perdidas em confissões
O monitor é o sol que aquece a face
Ajustamos as nossas vibrações
Como se o destino por lá se traçasse
Trocamos juras em alta velocidade
Transformando o sinal em devoção
[Pre-Chorus]
Nesse reino de luz e de zeros
Construímos a nossa verdade
Longe de olhos e egos austeros
Em busca da plena cumplicidade
[Chorus]
É um refúgio que só a gente conhece
Um segredo guardado em pixels de cor
Onde a lógica enfim desaparece
Pra dar lugar ao mais puro calor
Nesse espaço que o mapa não traz
Somos donos da nossa própria paz
[Outro]