[Intro]
[verso]
Cheguei num ponto da estrada
onde o silêncio fala mais alto que promessas.
O peito aprendeu a bater sozinho,
sem pedir licença ao amanhã.
Hj não espero nada
Os sonhos deixei de sonhar
O riso vem mais logo se perde no ar
O vazio já faz parte da rotina
Carrego dias no bolso
como quem carrega pedras e aprende o peso.
Nem toda dor grita,
algumas apenas permanecem.
Do sonhos, do medo e do caminhar
Não sei se foi a esperança ou medo de andar
O amor… há o amor,
esse não sei se destino ou azar
Entre encontros rasos e noites sem nome,
o toque virou contrato breve,
o afeto, artigo raro.
Não tem beijo, não tem abraço
Só sexo até gozar, depois cada um no seu lugar
E mesmo assim, sigo.
Não por coragem —
mas porque parar também dói.
Assim segue a vida
Sem medo de respirar
Respirar já é vitória.
Mesmo quando o coração anda cansado,
ele ainda anda.