A gente se amava pelo brilho da tela
O fuso horário era só um detalhe, não uma sequela
Milhares de quilômetros, mas você era o meu abrigo
A gente construía um mundo, mesmo sem estar comigo
Mas o tempo passou, a saudade deu um nó
E o quarto vazio começou a me deixar só
(Pré-Refrão)
Veio a carência, a vontade de ter
Alguém de carne e osso, aqui, pra eu preencher
O celular vibrou com outros nomes por perto
E o que era o meu porto, eu transformei num deserto
(Refrão)
Troquei o nosso "sempre" à distância por um "tá livre pra hoje?"
Abri mão de um amor gigante por algo que nem me constrói
Viciado no toque físico, no erro que me apela
Trocando um amor real por uma notificação amarela
Eu tenho a cidade cheia, mas a vida tá vazia
É o erro que eu repito todo santo dia
(Verso 2)
Agora eu saio, coleciono rostos desconhecidos
Enquanto vejo a sua foto, e me sinto perdido
São tantos por perto, mas ninguém tem o seu jeito
A distância era difícil, mas cabia no meu peito
Agora a facilidade virou meu próprio enredo
E eu tô preso na rotina, morrendo de medo
(Ponte)
Eu achava que ter alguém perto era a cura pra solidão
Mas descobri que é um vácuo, pura ilusão
A tela apagada, o silêncio da rua
Eu sinto falta do seu "bom dia" e da sua voz nua
Trocando o raro pelo trivial
Perdendo o essencial por um bem-estar artificial
(Refrão)
Troquei o nosso "sempre" à distância por um "tá livre pra hoje?"
Abri mão de um amor gigante por algo que nem me constrói
Viciado no toque físico, no erro que me apela
Trocando um amor real por uma notificação amarela
Eu tenho a cidade cheia, mas a vida tá vazia
É o erro que eu repito todo santo dia
(Outro)
São tantos contatinhos aqui...
E nenhum consegue segurar minha mão.
A luz da tela reflete a sua ausência.
E a minha solidão.
O que achou dessa versão? Se você estiver de acordo, vou gerar a trilha sonora para dar vida a essa letra agora mesmo.