Naquela Lanchonete”
(Sertanejo romântico moderno)
[Verso 1]
Era sexta-feira, quase meia-noite
E eu tentando esquecer da solidão
Entrei naquela lanchonete acesa
Só pra ocupar um pouco o coração
Você veio caminhando entre as mesas
Com o cabelo preso e um sorriso tão sereno
Mas quando levantou aqueles olhos
O mundo inteiro ficou pequeno
[Pré-Refrão]
E eu, que nunca acreditei nessas loucuras de paixão
Me perdi no brilho do teu olhar
Nem lembro o gosto daquele café
Só lembro da vontade de ficar
[Refrão]
Porque os teus olhos me acertaram sem aviso
Roubaram minha paz, mudaram meu destino
E sem querer eu me apaixonei
Naquele instante eu já não me controlava mais
Você virou saudade antes mesmo do adeus
Um amor guardado em silêncio entre os meus
E mesmo o tempo tentando apagar
Meu coração nunca saiu daquele lugar
[Verso 2]
Os anos foram como vento forte
Levaram tanta coisa pelo caminho
Outros rostos, outras histórias
Mas ninguém ocupou teu espacinho
Até que numa tarde inesperada
O destino resolveu brincar outra vez
Quando eu olhei pro outro lado da rua
Encontrei você olhando pra mim também
[Pré-Refrão]
E naquele segundo eu tive certeza
Tem amor que nasce pra sobreviver
O tempo pode até mudar a vida
Mas não consegue apagar você
[Refrão Final]
Porque os teus olhos ainda mexem comigo
Como naquela noite antiga de domingo
Depois de tanto tempo eu entendi
Que era você desde o começo pra mim
E o acaso que cruzou nosso caminho
Virou abrigo, virou nosso destino
Quem diria… depois de tanto procurar
Eu ia te perder… só pra te reencontrar
[Final]
Hoje quando a noite cai na cidade
Eu agradeço por aquele lugar
Porque foi numa simples lanchonete
Que o amor resolveu me encontrar…