[Intro]
[Verse]
O balão subiu carregando o meu desejo mudo
A fogueira estala e aquece o frio desse terreiro
Eu não planejava perder o rumo de tudo
Nesse redemoinho de palha e cheiro de tempero
A sanfona chora um lamento que ninguém entende
Enquanto o destino se diverte com a gente
Você surgiu do nada onde a multidão se estende
Com o olhar manso de quem sabe ser presente
[Verse]
Sua mão tocou a minha bem na hora da quadrilha
O passo trocado virou dança de verdade
A gente era apenas faísca de uma centelha rilha
Perdidos no meio dessa festa da cidade
Eu que fugia de laços e de juras vãs
Me vi preso na rede da sua voz macia
Nas vésperas do santo que abençoa as manhãs
Tua presença virou minha única guia
[Chorus]
Foi no clarão do luar de junho que o peito abriu
Um amor improvável que a sorte trouxe e viu
Entre o milho e o vinho o meu medo sumiu
A chama da festa em nós dois refletiu
São João acendeu o que o silêncio guardou
O que era acaso em vida se transformou
[Verse]
A bandeirinha colorida balança no telhado
Testemunha muda de um encontro sem aviso
Eu que vivia com o coração tão bem guardado
Me desarmei inteiro diante do seu sorriso
Não era pra ser mas o tempo resolveu tecer
Uma trama firme com fios de algodão e mel
O céu de Santo Antônio começou a florescer
Escrito com estrelas num pedaço de papel
[Pre-Chorus]
O sereno cai mas a gente não quer ir embora
A poeira do chão levanta no ritmo do pé
O relógio parou na melhor parte da hora
Mantendo viva em nós essa estranha fé
[Chorus]
Foi no clarão do luar de junho que o peito abriu
Um amor improvável que a sorte trouxe e viu
Entre o milho e o vinho o meu medo sumiu
A chama da festa em nós dois refletiu
São João acendeu o que o silêncio guardou
O que era acaso em vida se transformou
[Chorus]
Foi no clarão do luar de junho que o peito abriu
Um amor improvável que a sorte trouxe e viu
Entre o milho e o vinho o meu medo sumiu
A chama da festa em nós dois refletiu
São João acendeu o que o silêncio guardou
O que era acaso em vida se transformou
[Outro]