[Intro]
[Verse]
O sol queimava a areia branca daquela orla
Onde o destino cruzou dois caminhos num olhar
Vinte e três anos de uma vida que já desenrola
Enquanto os dezesseis da outra buscavam o mar
A espuma das ondas batia suave nos pés descalços
E o sal grudava na pele feito um pacto mudo
O horizonte não previa os abismos e os percalços
Nem que aquele encontro mudaria de vez o rumo de tudo
[Verse]
A rede se encheu de palavras que o vento não leva
Notificações que chegavam no escuro do quarto vazio
Entre uma mentira inventada e a verdade que neva
O medo de ser descoberta trazia um constante calfrio
Eram telas acesas moldando uma trama confusa
Ruídos de fora tentando apagar nossa chama
A sociedade aponta o dedo e a mente se recusa
A aceitar que o peito escolhe quem realmente ama
[Chorus]
Mas o amor insistiu em ficar e fincar sua bandeira
Sobreviveu ao caos e ao veneno de cada mensagem
Não foi fogo de palha nem brisa passageira
Foi a coragem de seguir junta nessa viagem
Atravessamos o deserto de enganos e conflitos
Para ancorar o barco num porto só nosso
Onde o que sentimos cala todos os gritos
E amar você é o único laço que reconheço e posso
[Verse]
Houve dias de tempestade e portas fechadas
Discussões que brotavam do medo da diferença
Mas as mãos continuaram firmes e entrelaçadas
Transformando a dúvida em uma forte sentença
A idade é só um número diante da alma que clama
A maldade alheia perde a força na nossa presença
Quem julga de longe não sente o calor dessa cama
Nem entende a paz que habita nossa vivência
[Chorus]
Mas o amor insistiu em ficar e fincar sua bandeira
Sobreviveu ao caos e ao veneno de cada mensagem
Não foi fogo de palha nem brisa passageira
Foi a coragem de seguir junta nessa viagem
Atravessamos o deserto de enganos e conflitos
Para ancorar o barco num porto só nosso
Onde o que sentimos cala todos os gritos
E amar você é o único laço que reconheço e posso
[Outro]