[Intro]
[Verse]
Três décadas e um par de outonos na memória
O tempo desenhou caminhos na palma da mão
Não foi sorte nem apenas o curso da história
Foi o suor transformado em mansidão
Cada tijolo erguido sob o sol de janeiro
Cada silêncio que soube a hora de acolher
Nesse relógio que marca o passo certeiro
Aprendemos que amar é também saber ceder
[Verse]
Olho pro lado e vejo os retratos na estante
O brilho nos olhos mudou de cor mas não de luz
Trinta e dois anos de um laço firme e constante
Que carrega a leveza e o que o destino produz
Das noites em claro velando o sono do mundo
Aos dias de festa onde a mesa transbordou
Construímos um cais num oceano profundo
E o que era semente em carvalho se tornou
[Chorus]
São trinta e dois ciclos de um sol compartilhado
Uma vida inteira em cada abraço apertado
Não contamos os dias mas sim o que restou
Da ternura infinita que o tempo preservou
Nosso porto seguro em meio ao vendaval
Uma herança viva de um bem fundamental
[Verse]
As marcas no rosto contam o que a gente viveu
As risadas soltas e os planos de amanhã
O meu horizonte sempre encontrou o teu
Nessa jornada que nunca se tornou vã
Vimos as estações trocarem de figurino
Enquanto a nossa essência se fortalecia
Moldamos com as mãos o nosso próprio destino
Fazendo da rotina a mais pura poesia
[Chorus]
São trinta e dois ciclos de um sol compartilhado
Uma vida inteira em cada abraço apertado
Não contamos os dias mas sim o que restou
Da ternura infinita que o tempo preservou
Nosso porto seguro em meio ao vendaval
Uma herança viva de um bem fundamental
[Chorus]
São trinta e dois ciclos de um sol compartilhado
Uma vida inteira em cada abraço apertado
Não contamos os dias mas sim o que restou
Da ternura infinita que o tempo preservou
Nosso porto seguro em meio ao vendaval
Uma herança viva de um bem fundamental
[Outro]