[Intro]
[Verse]
O sol mergulha o rosto no horizonte lento
A brisa traz o cheiro doce do pomar
As sombras se alongam nesse movimento
Enquanto eu espero o tempo desaguar
O café esfria e a tarde vira bruma
O silêncio borda a sala com serenidade
Desejo que a pressa não reste nenhuma
Pra ver o desenho da nossa verdade
[Verse]
A varanda guarda o rastro da tua passagem
Um toque de alfazema paira sobre o chão
Tua ausência agora é apenas uma imagem
Que o peito moldou com a palma da mão
Não preciso de rotas nem de mapas lidos
Teu rastro é o farol que guia o meu olhar
Os nossos segredos guardados e ouvidos
Na concha da alma que aprendeu a amar
[Chorus]
Vem me cobrir com a seda do teu abraço
Fazer morada onde o cansaço se desfaz
Cada detalhe do teu corpo é um traço
Da pintura viva que me traz a paz
Não é preciso dizer nome nem sentença
O sentimento transborda em cada gesto
A vida ganha cor na tua presença
E o mundo inteiro se torna o resto
[Verse]
A luz da lua espia pela fresta aberta
Prateando os lençóis que esperam por nós dois
A noite é uma promessa calma e incerta
Deixando o cansaço pra depois e depois
Teu riso tem o tom de uma manhã de festa
Um brilho que apaga qualquer solidão
O que sobrou de mim é tudo o que te resta
Inteiro entregue na tua direção
[Pre-Chorus]
O relógio parou de contar as batidas
O universo se resume a esse instante
Curando as marcas de antigas feridas
Numa entrega doce e sempre constante
[Chorus]
Vem me cobrir com a seda do teu abraço
Fazer morada onde o cansaço se desfaz
Cada detalhe do teu corpo é um traço
Da pintura viva que me traz a paz
Não é preciso dizer nome nem sentença
O sentimento transborda em cada gesto
A vida ganha cor na tua presença
E o mundo inteiro se torna o resto
[Outro]