Quando aos doze no templo ficou
Os mestres da lei se admirou
Depois disso o véu se baixou
Dezoito anos que ninguém contou
Lá em Nazaré a vida correu
No trabalho duro que o céu escolheu
(Refrão)
Anos de silêncio, tempo de esperar
Mão na madeira, olhar no luar
O coração guarda o que vai chegar
Até os trinta para o mundo falar
(Verso 2)
Sol que nasce cedo, poeira no chão
O jovem trabalha sem fazer alarde não
Ouve a dor do pobre, ouve a oração
Vê quem chora forte, vê quem tem aflição
Não tem fama ainda, não tem voz forte
Mas prepara o peito para o seu norte
(Refrão)
Anos de silêncio, tempo de esperar
Mão na madeira, olhar no luar
O coração guarda o que vai chegar
Até os trinta para o mundo falar
(Ponte)
Não há livro que conte cada passo seu
Só o Pai do céu que tudo conheceu
No dia‑a‑dia, no simples viver
É que o Filho aprendeu com o povo sofrer
(Último refrão, mais devagar)
Passou o silêncio, chegou a hora já
Sai para o caminho, a verdade vai mostrar
Quem esperou bem sabe o que é esperar
Dezoito anos para o mundo ouvir falar