[Intro]
[Verse]
Garrafas estilhaçadas no assoalho da sala
O silêncio corta mais que o fio da faca
Você jura que vai embora e nunca mais volta
Bate a porta com a fúria de quem se revolta
[Verse]
O relógio na parede marca o compasso da raiva
Mas o vácuo da ausência é o que mais nos maltrata
Meus passos tropeçam na falta do teu corpo
Nesse labirinto onde o orgulho já nasce morto
[Chorus]
É um incêndio que a gente alimenta com gasolina
Uma febre que devora e depois nos ilumina
Teus dentes na minha nuca apagam o rancor
Transformando o ódio em puro estado de fervor
[Chorus]
É um incêndio que a gente alimenta com gasolina
Uma febre que devora e depois nos ilumina
Teus dentes na minha nuca apagam o rancor
Transformando o ódio em puro estado de fervor
[Bridge]
Ninguém entende esse magnetismo perigoso
Essa sede de se perder num abismo gostoso
A gente se fere pra ter o prazer da cura
Numa dança insana que beira a total loucura
[Verse]
O suor escorre e apaga as palavras malditas
Suas mãos no meu peito calam todas as brigas
O lençol vira campo de batalha e de paz
Quanto mais a gente se odeia a gente quer mais
[Verse]
O cansaço chega com o gosto do seu beijo
Um banquete servido no altar do desejo
Amanhã o ciclo recomeça com nova tormenta
Mas agora é só sua pele que me sustenta
[Chorus]
É um incêndio que a gente alimenta com gasolina
Uma febre que devora e depois nos ilumina
Teus dentes na minha nuca apagam o rancor
Transformando o ódio em puro estado de fervor
[Chorus]
É um incêndio que a gente alimenta com gasolina
Uma febre que devora e depois nos ilumina
Teus dentes na minha nuca apagam o rancor
Transformando o ódio em puro estado de fervor
[Outro]