aqueles que vivem na Internet Abre a notícia... olha a foto...
“Era bandido.”
“Bem feito.”
“Com essa tatuagem já dá pra saber quem era.”
Mas alguém parou pra pensar na mãe dele?
Morreu alguém, a notícia acabou de chegar,
e antes da família chorar, já tem gente a comentar.
Olha a tatuagem e já monta uma sentença,
sem conhecer a vida, sem conhecer a existência.
“Era vagabundo”, “mereceu o que aconteceu”,
palavras digitadas por quem nem conheceu.
Atrás daquela foto tinha um filho, tinha um irmão,
tinha alguém que chamava aquele homem pelo nome e não pela acusação.
Pode ter errado, pode ter entrado no crime,
e crime tem consequência, isso ninguém define.
Mas transformar uma morte em motivo pra diversão
é esquecer que do outro lado existe um coração.
Antes de julgar, pensa na família,
tem uma mãe chorando naquela fotografia.
Você vê uma tatuagem, mas não vê a caminhada,
não sabe quantas batalhas aquela pessoa enfrentava.
Não tô dizendo que o crime é certo,
tô dizendo: respeita a dor de quem ficou por perto.
Porque hoje você aponta e diz: “Comigo nunca vai acontecer”,
mas ninguém sabe o caminho que um filho pode escolher.
É fácil ser juiz sentado atrás de uma tela,
sem olhar nos olhos de quem perdeu alguém naquela cena.
Um comentário leva segundos pra escrever,
mas pode marcar uma família que vai sofrer.
“Bem feito!” — você escreve sem pensar,
mas imagina sua mãe lendo isso se fosse você no lugar.
Imagina seu irmão, seu filho, seu sangue,
virando assunto de internet depois de uma tragédia gigante.
E não venha dizer que tatuagem mostra caráter,
tatuagem é tinta, não é sentença nem verdade.
Tem criminoso sem tatuagem, tem trabalhador tatuado,
tem gente julgada pela aparência e nunca pelo passado.
Se errou, que responda pelo erro.
Se cometeu crime, que exista justiça.
Mas morte não precisa virar espetáculo,
e sofrimento não precisa virar malícia.
Porque amanhã pode ser seu filho,
seu sobrinho, alguém da sua família.
A vida não avisa quando vai mudar,
e ninguém conhece o futuro de ninguém.
Antes de julgar, pensa na família,
tem uma mãe chorando naquela fotografia.
Você vê uma tatuagem, mas não vê a caminhada,
não sabe quantas batalhas aquela pessoa enfrentava.
Não tô dizendo que o crime é certo,
tô dizendo: respeita a dor de quem ficou por perto.
Porque hoje você aponta e diz: “Comigo nunca vai acontecer”,
mas ninguém sabe o caminho que um filho pode escolher.
Então pensa antes de comentar...
Porque do outro lado da tela não existe só uma notícia.
Existe uma mãe.
Existe um pai.
Existe um irmão.
Existe uma família tentando entender por que perdeu alguém.
Você pode condenar o crime sem humilhar quem morreu.
Pode defender a justiça sem comemorar uma tragédia.
Som da Periferia.
Antes de julgar uma vida, lembre que você não conhece a história inteira.