Carlos Santos — O Cavaleiro da Escuridão
Ô, lua, ilumina essa estrada...
Que hoje eu vou cavalgar sozinho.
A mulher que eu amava foi embora,
E deixou meu coração perdido no caminho.
E deixou este vaqueiro num mundo de solidão e saudade.
Desde o dia em que ela partiu, nunca mais fui o mesmo,
Meu sorriso se apagou, minha alegria se perdeu.
Hoje eu visto roupa preta, cavalgo pela madrugada,
Procurando esquecer o amor que um dia foi meu.
Meu cavalo sente a dor
Que eu carrego aqui por dentro.
Sou um homem de palavra,
Mas não mando no coração.
Quem já perdeu um grande amor
Conhece a dor da solidão.
Cavalgo pelas noites, sem destino e sem amor,
Procurando nessa estrada esquecer a minha dor.
Eu sou o cavaleiro que o amor deixou pra trás,
Com saudade da mulher que não vai voltar jamais.
Debaixo desse céu escuro, choro sem ninguém notar,
Sou um homem apaixonado que não consegue deixar de amar!
Na porteira daquela fazenda ainda lembro do seu beijo,
No terreiro, o nosso abraço, nossos planos de viver.
Hoje a casa está vazia, nossa cama está tão fria,
E eu pergunto à madrugada: por que perdi você?
Meu chapéu esconde o rosto, mas não esconde o sofrimento,
Meu cavalo pisa lento pelas trilhas do sertão.
Cada estrela me recorda os momentos que vivemos,
Cada curva dessa estrada corta mais meu coração.
Na porteira daquela fazenda ainda lembro do seu beijo,
No terreiro, o nosso abraço, nossos planos de viver.
Hoje a casa está vazia, nossa cama está tão fria,
E eu pergunto à madrugada: por que perdi você?
Meu chapéu esconde o rosto, mas não esconde o sofrimento,
Meu cavalo pisa lento pelas trilhas do sertão.
Cada estrela me recorda os momentos que vivemos,
Cada curva dessa estrada corta mais meu coração.
Ô, meu amor...
Você foi embora...
Mas não levou a saudade.