“Cinzas na Estrada”
(Verso 1)
A fumaça sobe contra o céu
Meu reflexo já não é fiel
As ruas gritam meu nome em vão
Enquanto eu fujo da solidão
Os passos pesam no concreto frio
Todo sorriso parece um desafio
E eu carrego no peito um temporal
Que ninguém consegue decifrar no final
(Pré-refrão)
E eu tento respirar
Mas o mundo quer me afogar
Entre promessas quebradas
E noites mal terminadas
(Refrão)
Eu sou fogo queimando devagar
Um coração cansado de esperar
Gritando contra essa prisão
Feita de medo e desilusão
Se o céu cair, deixa cair
Não tenho mais pra onde fugir
Só restam cinzas na estrada
E essa alma revoltada
(Verso 2)
Os olhos frios da multidão
Transformam sonhos em destruição
Cada mentira que eu engoli
Virou cicatriz dentro de mim
A juventude se perdeu no barulho
Tentando esconder o próprio orgulho
Mas toda festa acaba no vazio
E eu continuo andando por um fio
(Ponte)
Talvez eu nunca encontre paz
Talvez o tempo não volte atrás
Mas enquanto houver voz em mim
Eu não vou chegar ao fim
(Refrão Final)
Eu sou fogo queimando devagar
Um coração cansado de esperar
Gritando contra essa prisão
Feita de medo e desilusão
Se o céu cair, deixa cair
Não tenho mais pra onde fugir
Só restam cinzas na estrada
E essa alma revoltada...