[Intro]
[Verse]
O suor escorre como fogo no asfalto quente
Seus olhos cravam um destino na minha frente
Esqueça os relógios e as sombras do amanhã
O sangue ferve sob a pele dessa manhã vã
Tudo o que restou foi o balanço do seu quadril
Um movimento que incendeia o peito do Brasil
[Verse]
A poeira sobe enquanto o couro do tambor bate
Nossa vontade é um vulcão que ninguém abate
Sinta o tremor que nasce na sola do pé descalço
Não existe abismo nem medo de passo falso
O universo se resume ao espaço entre nós dois
Não deixaremos nenhum desejo para depois
[Chorus]
Gire como se o mundo fosse desabar agora
Devore cada segundo antes de ir embora
Essa entrega é a última prece de quem vive
Um frenesi que liberta e nos torna cativos
Beije como se a luz do sol nunca mais voltasse
A alma transborda em cada curva da sua face
[Bridge]
Se o fim bater na porta não vamos escutar
Pois o pulsar do peito é o que nos faz vibrar
Uma explosão de cores num abraço apertado
O destino se cala diante do nosso pecado
Aqueça a alma nesse transe absoluto e puro
Somos a única chama brilhando no escuro
[Verse]
A madrugada assiste ao nosso delírio final
Uma cadência insana num ritual carnal
Não há gravidade quando a mão toca sua cintura
A vida se explica nessa doce e louca tortura
O chão é um detalhe onde a gente flutua
Sob o olhar cúmplice e prateado da lua
[Chorus]
Gire como se o mundo fosse desabar agora
Devore cada segundo antes de ir embora
Essa entrega é a última prece de quem vive
Um frenesi que liberta e nos torna cativos
Beije como se a luz do sol nunca mais voltasse
A alma transborda em cada curva da sua face
[Outro]