Lá vem a baixinha, valeteira danada,
De biquíni cavadão, toda desfilada,
Passa rebolando só pra chamar atenção,
Quando ela chega, balança o coração.
Do lado vem o velho, cachorro velho acabado,
Mas quando vê a baixinha fica todo apaixonado,
O povo dá risada, começa a comentar:
“Será que esse romance ainda vai pegar?”
[Pré-refrão]
Pode falar, pode rir, pode até duvidar,
Quando o coração escolhe, ninguém vai segurar.
Não importa a idade, deixa o povo dizer,
Quando existe amor, quem é que vai impedir?
[Refrão]
Ô baixinha valeteira, mexe, mexe sem parar,
De biquíni cavadão fazendo o velho suspirar!
Existe amor e ninguém pode impedir,
Se a baixinha deu moral, deixa o velhinho curtir!
E o velho tá feliz, não adianta contrariar,
Ganhou duas frias e já começou a comemorar!
Uma pra esquecer, outra pra se declarar:
“Ô baixinha valeteira, você vai me apaixonar!”
[Verso 2]
Ela passa de mansinho, depois volta rebolando,
E o velhinho na cadeira já ficou desconfiando,
Arrumou o cabelo, ajeitou até o calção,
Porque amor quando aparece não pergunta condição.
[Refrão final]
Ô baixinha valeteira, mexe, mexe sem parar,
De biquíni cavadão fazendo o velho suspirar!
Do velhinho ao novinho, todo mundo quer sorrir,
Existe amor nesse mundo e ninguém pode impedir!
Duas frias pro velhinho, que hoje ele vai brindar,
Se ganhou o coração dela, tem motivo pra festejar!
Ô baixinha, ô baixinha, pode o povo comentar:
Quando o amor bate na porta, ninguém consegue segurar!