BAIXINHA VALETEIRA
[Verso 1]
Baixinha valeteira, de biquíni cavadão,
Só vem rebolando pra chamar minha atenção.
Eu fico amarrado, não consigo olhar pro lado,
O coração dispara, bate todo acelerado.
Saí pra tomar banho na valeta de primeira,
E encontrei meu velho numa grande brincadeira.
Dezessete anos nas costas, sem nenhum dente na boca,
Mas o cachorro é valente, essa história é coisa louca!
[Refrão]
Ô, baixinha valeteira, mexe com meu coração,
Quando passa rebolando, vira logo sensação.
E o cachorro, mesmo velho, surpreendeu a região:
Dezessete anos, sem dente, mas ainda é campeão!
[Verso 2]
Ninguém acreditava no cachorro aposentado,
Todo velho, sem os dentes, já cansado e acabado.
Mas encontrou a baixinha e aconteceu a paixão,
E o danado conseguiu aumentar a população!
Deu uma cria, deu duas, olha só que confusão,
Vieram vários filhotinhos correndo pelo chão.
A baixinha valeteira agora tem preocupação:
É filhote pra todo lado, espalhado no quintalzão!
[Refrão]
Ô, baixinha valeteira, olha essa situação,
O cachorro de dezessete aprontou uma confusão!
Sem dentinho, bem velhinho, mas mostrou disposição,
Duas crias e vários filhos — aumentou a geração!
[Final]
Pode rir dessa história, pode até não acreditar,
O velhinho de dezessete ainda conseguiu aprontar.
Baixinha valeteira, segura essa emoção:
Duas crias, vários filhotes
e o velhinho é campeão!