O sinal fechou, ele corre pra vender,
com uma caixa de balas tentando sobreviver.
Enquanto outros tão entrando pra estudar,
ele tá no meio dos carros tentando ajudar.
Pequenas mãos carregando responsabilidade,
um sonho escondido atrás da necessidade.
“Moço, compra uma bala, por favor”,
por trás desse pedido existe um futuro e um valor.
A mochila devia estar cheia de caderno,
não de preocupação enfrentando o mundo moderno.
Era pra aprender, brincar e sonhar,
não contar moeda pra comida poder comprar.
No vermelho do sinal,
uma infância pede socorro.
Vendendo bala pra ajudar em casa,
enquanto o tempo vai passando aos poucos.
Era pra estar na escola,
aprendendo a escrever seu amanhã.
Mas a necessidade bateu na porta,
e roubou mais um pedaço da manhã.
Tem criança que conhece mais a rua que o recreio,
aprendeu cedo a lutar contra o medo.
Não é falta de sonho, nem falta de vontade,
é uma realidade pesada chamada necessidade.
Cada carro que passa leva um pensamento,
“Será que um dia eu vou mudar meu momento?”
Olha pro céu e pede uma oportunidade,
quer trocar o sinal por uma sala de verdade.
Que ninguém julgue quem pede na esquina,
antes de julgar, olha a história por trás da menina.
Porque criança não devia sustentar ninguém,
criança precisa de cuidado, escola e alguém.
Ei, sociedade, vamos olhar de verdade,
não fechar os olhos pra essa realidade.
Toda criança merece oportunidade,
um prato na mesa, estudo e dignidade.
No vermelho do sinal,
uma infância pede socorro.
Vendendo bala pra ajudar em casa,
enquanto o tempo vai passando aos poucos.
Era pra estar na escola,
aprendendo a escrever seu amanhã.
Que o futuro não seja vendido no sinal,
que toda criança possa sonhar.
Quando o sinal abrir, que abra uma esperança,
que a rua não seja o destino de uma criança.
Que ela possa trocar a bala pelo caderno,
e transformar seu sonho em um futuro eterno.