Pijama, Poeira e Fé
Quem desce a 290 e avista o painel
Vê que Borda da Mata é um pedaço do céu
Esquece a pressa da vida, deixa o peito acalmar
A Capital do Pijama te convida a pousar.
Aqui o tear trabalha costurando o amanhã
Tem cheiro de café fresco logo de manhã.
O poeirão da estrada rural vai subindo
Na festa do carreiro, o povo vem sorrindo
Se o corpo cansa da lida, a gente vai rezar
Na Basílica Nossa Senhora do Carmo é o nosso lugar.
O romeiro que chega cansado, no Caminho da Fé
Acha um prato de comida e um abraço de quem é.
Ê, Borda da Mata, meu chão, meu sotaque
Sul de Minas querido, tu é o meu destaque
Lá do alto do Cruzeiro a cidade se estende
Quem é filho dessa terra, essa paz compreende.
Não tem prosa ruim na mesa do morador
Um queijo mineiro curado com todo o amor
A vida passa mansa, sem pressa de correr
A gente sabe o valor de simplesmente viver.
Quem vai embora chora de saudade do ninho
E quem chega de fora já ganha o seu carinho.
Fé que move os passos, linha que tece o algodão
Borda da Mata vive dentro do meu coração!