BRASIL DE VERDADE
[parte narrada como peão de boiadeiro]
Chega de falar de chapéu
de camionete e de Fivela
Vamo falar de quem trabalha
No campo, na cidade, na Favela
De quem põe o pé no chão
antes do sol aparecer.
Enquanto tem gente contando vantagem,
tem brasileiro fazendo acontecer.
[Verso 1]
É o homem do campo levantando a produção,
é o caminhoneiro rasgando esse mundão.
É o mecânico sujo de graxa até o cotovelo,
fazendo um motor velho funcionar ligeiro.
É o pedreiro levantando parede no braço,
o açougueiro no frio cortando o seu pedaço.
É o médico virando noite pra salvar uma vida,
é a enfermeira cansada, mas nunca vencida.
É o padeiro antes da cidade acordar,
é o gari na rua vendo o dia clarear.
É o balconista, o frentista, o agricultor,
é o brasileiro de verdade é brasileiro trabalhador.
[Pré-refrão]
E enquanto uns discutem quem manda no país,
tem uma multidão fazendo o que precisa ser feito.
Não é discurso bonito que põe comida na mesa,
é mão calejada, coragem e respeito.
[Refrão]
Chega de falar de chapéu
de camionete e de Fivela
Vamo falar de quem trabalha
No campo, na cidade, na Favela
De quem põe o pé no chão
antes do sol aparecer.
Enquanto tem gente contando vantagem,
tem brasileiro fazendo acontecer.
Se não fosse o agro, o caminhão na estrada,
o pedreiro, o doutor, a oficina lotada,
o açougueiro, o comércio, o homem do chão,
quem é que segurava esse país na mão?
[Verso 2]
Tem brasileiro pagando conta e imposto,
fazendo milagre pra fechar o mês.
Tem gente contando moeda no bolso
e trabalhando dobrado outra vez.
Não quero luxo pra cantar nossa história,
quero verdade no verso que eu soltar.
Porque quem conhece a poeira da estrada
sabe muito bem o preço de conquistar.
[Refrão 2x]
Chega de falar de chapéu
de camionete e de Fivela
Vamo falar de quem trabalha
No campo, na cidade, na Favela
De quem põe o pé no chão
antes do sol aparecer.
Enquanto tem gente contando vantagem,
tem brasileiro fazendo acontecer.
Se não fosse o agro, o caminhão na estrada,
o pedreiro, o doutor, a oficina lotada,
o açougueiro, o comércio, o homem do chão,
quem é que segurava esse país na mão?