Eu sou o reflexo, a prova viva, a lei que não falha
Quem me feriu achou que ia sair sem ter batalha
Se esconderam na fé, usaram Deus de escudo
Mas o mal que plantaram hoje é o seu próprio luto!
[Verso 1 — Agressivo, direto, cheio de verdade]
Eu caminhei calado, engoli cada tapa, cada ofensa
Vocês disseram ser santos, mas a ação era imensa
De maldade, de ódio, de risada alheia
Viraram a cara pro fraco, fizeram da dor uma ceia
Dizem que amam o próximo, que seguem a palavra
Mas na hora da queda, é o riso que mais lavra
Não sabem o que é compaixão, não sabem o que é amor
Religião é fantoche, máscara de quem tem pavor
De ver que a vida cobra, que o tempo não perdoa
Quem riu da minha dor, hoje a sua alma voa
Em desespero, em medo, em toda a dor que me deu
O que vocês jogaram contra mim, agora é o que é seu!
Eu fui o alvo, fui o fraco, o que não podia lutar
Vocês acharam que o poder ia sempre dominar
Mas saibam de uma coisa: não há erro sem retorno
O que lança pro outro, volta com dobro, sem adorno!
[Pré-Refrão — Subida de energia, tom de aviso]
Achavam que estavam acima, que Deus ia proteger
Quem usa o nome d’Ele pra maltratar e fazer sofrer?
Achavam que a máscara ia esconder a podridão
Mas a justiça da vida bate direto no coração!
É BUMERANGUE! O que vocês mandaram de mal
Hoje é a sua sina, o seu próprio carnaval… de dor!
[Refrão — Força máxima, gritado, marcante]
É O BUMERANGUE QUE VOLTA — NÃO TEM COMO FUGIR!
O mal que me fizeram, agora vão ter que engolir!
FALSO CRISTÃO DE FACHADA, FÉ SÓ DE APARÊNCIA!
NÃO SABEM O QUE É COMPAIXÃO, NEM O QUE É CONSCIÊNCIA!
VÃO COLHER O QUE PLANTARAM, CADA ATO, CADA PALAVRA!
A DOR QUE ME CAUSARAM, HOJE É A CARGA QUE LAVRA!
QUEM RIUI DA DESGRAÇA DE QUEM NÃO SE DEFENDIA
HOJE CHORA, HOJE CAI, HOJE É A VEZ DA SUA AGONIA!
EU SOBREVIVI! EU CRESCI! EU SOU A PROVA VIVA!
QUEM FEZ O MAL, HOJE É QUEM MAIS SE DERRIVA!
[Verso 2 — Ainda mais forte, motivacional, superação]
Vocês pensaram que eu ia cair e não levantar
Que eu ia me acabar, que eu ia me entregar
Mas eu sou feito de ferro, sou feito de fé verdadeira
Não a que vocês usam, de forma interesseira
Eu vi vocês pisando em quem não tinha valor
Rindo de quem chorava, de quem vivia com dor
Como se fossem donos da verdade e da vida
Mas a queda de vocês foi a mais esperada, sentida!
Vocês julgam, condenam, apontam o dedo sujo
Mas o seu coração é o lugar mais imundo e esturjado
Ser crente não é roupa, não é ir ao templo aos domingos
É estender a mão, é ajudar, é ser justo nos caminhos
Vocês não aprenderam, preferiram ser soberbos
Hoje o bumerangue acertou, e os golpes são bem mais férvos!
E eu digo com orgulho, de cabeça erguida e peito aberto:
O mal não me matou — me fez ficar mais perto
De quem eu sou, do que eu valho, da minha força interior
Queriam me destruir… mas me transformaram em senhor!
Senhor da minha história, da minha paz, da minha vitória
Vocês colheram o mal — eu colhi a glória!