Verso 1)
Sol nascendo na fazenda, o dia mal clareou
O berrante já tocando, a rotina começou
É poeira na botina, é laço, gado e suor
O peão passa o mês inteiro na labuta do pior
Mas o corpo tá cansado, a mente só quer voar
Esperando a sexta-feira pro salário ir buscar.
(Refrão)
Caiu o Pix da fazenda, o bolso tá recheado
Mas o peão não quer poupar, já vai sair disparado
O destino é certeiro, o rumo já tá traçado
No Cabaré da Creusa, o dinheiro é torrado!
Lá o bicho pega, a cerveja é gelada
E o peão esquece a vida na madrugada!
(Verso 2)
No balcão da Dona Creusa, a sanfona tá chorando
O peão com o bolso cheio já chega ostentando
Paga rodada pra todos, não quer saber de amanhã
Se o salário acabar, ele volta pra roça de manhã
Mas a grande atração que faz o povo tremer
É a mesa do fundo onde o jogo vai correr.
(Refrão)
Caiu o Pix da fazenda, o bolso tá recheado
Mas o peão não quer poupar, já vai sair disparado
O destino é certeiro, o rumo já tá traçado
No Cabaré da Creusa, o dinheiro é torrado!
Lá o bicho pega, a cerveja é gelada
E o peão esquece a vida na madrugada!
(Ponte)
Olha o grito da Creusa, começou a rodada:
"Cinquenta reais a cartela, a sorte tá lançada!"
É o bingo do cabaré, o prêmio é de se cobiçar
Quem completar a linha, um amor vai faturar!
O peão gasta o resto que tem, focado na marcação
Pedindo a todos os santos pra ser o campeão.
(Fim)
A cartela rasgou, o dinheiro sumiu
O peão não ganhou nada, a carteira falhou
Segunda-feira ele volta pro gado e pro carretel
Pensando no próximo mês... e no bingo do bordel!