1ª Estrofe
Lá no pago onde eu moro, vou dizer sem brincadeira,
Quero ser homem direito, desses da moda campeira.
Cavalheiro e respeitoso, carinhoso de verdade,
Mas tá difícil encontrar quem queira essa qualidade.
Eu abro a porta da camionete, ofereço chimarrão,
Falo a verdade na cara, sem mentira e sem enrolação.
Mas as prendas dão risada e me deixam na poeira,
Será que ser homem sério saiu fora da fronteira?
Refrão
Ô de casa, ô de fora, alguém pode me explicar,
Cadê a prenda que sonha com um homem pra amar?
Que seja sincero e honesto, companheiro até o fim,
Porque eu tô pronto faz tempo, mas ela não acha a mim!
Ô bailanta animada, toca o vanerão ligeiro,
Quem sabe nessa rodada eu encontre meu paradeiro.
Um coração companheiro pra viver em harmonia,
Com respeito, amor e Deus trazendo muita alegria!
2ª Estrofe
Já varri salão de baile procurando sem parar,
Nas festas da comunidade e até depois do jantar.
Achei quem gostava de dança, achei quem gostava de mate,
Mas quando falava em namoro, levava logo um empate.
Meu cavalo já conhece essa história de cor e salteado,
Quando me vê todo arrumado diz: "Lá vai o apaixonado!"
Mas eu sigo firme e alegre, sem perder a esperança,
Pois quem confia em Deus nunca abandona a confiança.
Refrão
Ô de casa, ô de fora, alguém pode me explicar,
Cadê a prenda que sonha com um homem pra amar?
Que seja sincero e honesto, companheiro até o fim,
Porque eu tô pronto faz tempo, mas ela não acha a mim!
Final
Se ela existe nesse mundo, Deus vai mostrar o caminho,
E nós dois vamos dançar um vaneirão bem juntinho.
Eu de bombacha engomada, ela linda no salão,
Dando risada da história que uniu dois coração!
(Falado no final):**
"Mas olha, vivente... eu já tô pronto pra ser cavalheiro! Agora só falta a prenda aparecer antes que o chimarrão esfrie e o baile termine!"**