Antigamente o bruto era diferente,
Andava com graxa até no dente,
Na caixa de ferramenta tinha de montão, Chave de fenda, alicate e macacão.
Se furasse um pneu no meio do sertão,
Resolvia tudo ali na própria mão,
Hoje o caboclo para no acostamento, E já procura sinal de internet no momento.
Cadê o macaco, a marreta e o facão?
Cadê o remendo guardado no caminhão?
Cadê o raiz que não tinha frescura? Que enfrentava a estrada e fazia uma aventura?
Refrão Ô caminhoneiro Nutella, o que aconteceu? Trocaram a graxa por filtro que embeleze o pneu.
Falta chave de fenda, macaco e graxa na mão, Mas sobra selfie bonita pra postar no caminhão.
Ô caminhoneiro Nutella, escuta esse refrão, O bruto de antigamente era outra geração. Dá saudade dos causos e da resenha legal, Dos traveco no pátio do posto e do café tradicional.
Tinha banho de caneca e colchão meio torto, Arroz com ovo e o tanque quase morto, Mas o motorista seguia na missão, Com coragem, buzina e muita disposição.
Hoje o parceiro escolhe até perfume importado,
Tem luz de LED por todo lado instalado, Mas quando acende uma luz no painel, Já pergunta no grupo: "Meu Deus do céu!"
Refrão Ô caminhoneiro Nutella, o que aconteceu? Trocaram a graxa por filtro que embeleze o pneu. Falta chave de fenda, macaco e graxa na mão, Mas sobra selfie bonita pra postar no caminhão.
Respeita, Cada época tem seu jeito, isso faz muito bem. Mas quem viveu os velhos tempos vai lembrar com emoção, Do cheiro de diesel e da poeira do chão.
Porque ser caminhoneiro não é só direção, É carregar história dentro do coração. 🚛🎵