Verso 1
Carlinhos tinha uma lojinha na cidade,
Moranguinho era o nome, sua felicidade.
Vendia doce, fazia amigo e sorria sem parar,
Mas o destino tinha história pra contar.
Conheceu Marina numa tarde de verão,
Foi chegando devagar e conquistou seu coração.
Entre risos e promessas, tudo parecia perfeito,
Era amor de verdade morando no seu peito.
Refrão
Mas a vida dá voltas que ninguém pode prever,
Num segundo tá sorrindo, no outro vê tudo perder.
Carlinhos ficou sozinho olhando a estrada sumir,
Com um chimarrão na mão tentando resistir.
Verso 2
Veio um carreteiro de conversa afinada,
Chegou de mansinho pela madrugada.
Falava de viagens, de lugares tão distantes,
E Marina foi embora entre sonhos brilhantes.
Carlinhos não brigou, não quis amaldiçoar,
Só ficou em silêncio vendo o amor viajar.
A Moranguinho abriu cedo como em qualquer manhã,
Mas por dentro ele chorava sem que ninguém notasse.
Refrão
Mas a vida dá voltas que ninguém pode prever,
Num segundo tá sorrindo, no outro vê tudo perder.
Carlinhos ficou sozinho olhando a estrada sumir,
Com um chimarrão na mão tentando resistir.
Ponte
E as rodas do caminhão levantaram poeira no chão,
Levando embora um pedaço do seu coração.
Mas quem já sofreu sabe bem como é viver,
Cai mil vezes, mas aprende a se erguer.
Verso 3
Hoje quando a noite chega e a cidade vai dormir,
Carlinhos olha as estrelas sem saber pra onde ir.
Mas ainda guarda dentro uma esperança escondida,
De encontrar novamente um novo amor na vida.
Refrão Final
Porque a vida dá voltas que ninguém pode prever,
Num segundo tá sorrindo, no outro vê tudo perder.
Carlinhos ficou sozinho, mas não deixou de sonhar,
Quem tem força no peito sempre volta a caminhar.
Final
Na lojinha Moranguinho a luz continua acesa,
Entre saudade e coragem ele encontrou firmeza.
E se alguém perguntar como ele conseguiu seguir,
Ele responde sorrindo:
"Eu apanhei da vida... mas não desisti."
🎵 Essa letra combina bem com um modão sertanejo lento, estilo raiz, bem sofrido e emocionante.