Verso 1
Já percebeu quando o silêncio aprende a falar?
Quando um olhar pesa mais que qualquer sentença?
Toda ferida procura um lugar pra morar,
Até transformar a própria dor em presença.
As marcas nunca deixaram meu nome fugir,
Só aprenderam um jeito melhor de esconder.
Enquanto tudo insistia em me consumir,
Alguma coisa crescia sem ninguém perceber.
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Pré-Refrão
Toda lembrança ainda respira.
Toda cicatriz sabe voltar.
O que foi deixado nas sombras
Sempre encontra um jeito de despertar.
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Refrão
Sinta o que restou de mim,
Veja no que me tornei.
Cada passo até aqui
Foi um preço que paguei.
Agora encare o reflexo,
Não tente desviar.
Aquilo que ficou esquecido
Voltou... pra terminar.
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Verso 2
Passei tanto tempo prendendo o vazio,
Até ele aprender meu próprio nome.
A culpa mudou de lado sem fazer barulho,
E o medo descobriu quem realmente o consome.
Não existe perdão onde tudo apodrece,
Nem promessas depois do último sinal.
Quanto mais tentavam apagar minha existência,
Mais eu me tornava impossível de parar.
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Pré-Refrão
Cada mentira virou corrente.
Cada corrente virou poder.
Tudo aquilo que foi enterrado
Nunca deixou de viver.
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Refrão
Sinta o que restou de mim,
Veja no que me tornei.
Cada passo até aqui
Foi um preço que paguei.
Agora encare o reflexo,
Não tente desviar.
Aquilo que ficou esquecido
Voltou... pra terminar.
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Ponte
Não existe volta.
O silêncio aprendeu meu nome.
A sombra conhece meu rosto.
E quando a memória despertar...
Nem o tempo vai esconder o que ficou.
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Refrão Final
Sinta o peso da verdade.
Ela nunca foi embora.
Cada marca que escondiam
Respira aqui e agora.
Olhe bem para o espelho.
Ele não sabe mentir.
O fim começou no instante
Em que deixei de fugir.
Não restou arrependimento.
Só as cinzas...
...e aquilo que nasceu delas.