A cerveja tá gelada?
Tem seis?
Então pode começar!
Chegou o dia, chegou a hora,
quatro da manhã e eu já vou embora.
Feira, Salvador, começa a jornada,
sono nos olhos, coração na estrada.
Às onze eu parto pra Belo Horizonte,
Betim já aparece lá no horizonte.
Às duas começa o último pedaço,
carro a pilha, aguenta o cansaço,
que eu tenho hora marcada
pra chegar naquele abraço.
Chegou o dia, prepara a gelada,
seis é o mínimo, não economiza em nada.
Deixa essa carne no ponto, temperada,
que hoje a saudade vai ser churrascada!
Foram tantos dias contando a distância,
guardando no peito o afeto e a lembrança.
Hoje eu chego pra cumprir o combinado:
primeiro o abraço, depois o copo gelado.
Abre a primeira, senta do meu lado,
que conversa de pai pede tempo sossegado.
Aquele menino que guardo na memória
cresceu, virou homem, construiu sua história.
Chegou o dia, prepara a gelada,
seis é o mínimo, não economiza em nada.
Bota essa carne no fogo, rapaziada,
que hoje a saudade vai ser churrascada!
Vou beber ao lado de uma grande pessoa,
dessas que a vida não fabrica à toa.
Pra mim é menino, não tem solução,
mesmo sendo um grande homem
dentro do meu coração.
E quando o sábado estiver terminando,
ninguém precisa ficar se preocupando.
Depois de tanta estrada pra gente se encontrar,
não vai ser cerveja que vai nos separar.
Seis acabaram?
COMPRA MAIS!
Acabou de novo?
COMPRA MAIS!
Se a carne acabar,
a gente corre atrás!
Hoje ninguém olha o relógio,
deixa essa conta pra lá!
Chegou o dia!
Chegou o abraço!
Gelou a cerveja?
Então abre espaço!
Hoje é Betim,
é samba e alegria,
é pai, é filho,
é cerveja e companhia!
E se alguém perguntar
quantas cervejas vão dar...
COMEÇA COM SEIS...
DEPOIS A GENTE PARA DE CONTAR!