[Intro]
[Verse]
O silêncio caminha entre nós dois na sala fria
Um segredo guardado no fundo da garganta seca
Olhares que desviam mas se buscam na neblina
A máscara que usamos começa a mostrar as fendas
O peso do que não foi dito esmaga o ar
[Verse]
Disfarçamos o passo pra ninguém notar o rumo
Mas o sangue avisa quando a pele reconhece o dono
Um mapa de desejos oculto sob a roupa engomada
A gente finge que o gelo não vai derreter no fogo
Mas a verdade lateja em cada poro dessa ausência
[Chorus]
Quando a distância desaba vira um incêndio sem freio
Essa loucura sagrada que arranca o chão dos pés
É um abismo que chama e a gente se lança inteiro
Sem saber se é porto ou se é naufrágio cruel
Dois polos opostos que se devoram no escuro
[Verse]
O relógio tortura cada minuto longe do seu braço
Tudo é vago e confuso enquanto o toque não vem
A dúvida é um espinho cravado na carne do amanhã
Não existe promessa nem rastro de segurança
Apenas essa fome que nos consome por dentro
[Verse]
Voltamos ao mundo fingindo que nada aconteceu
Limpamos o rastro do caos que a gente semeou
Mas a memória do impacto ainda vibra nos ossos
Somos estranhos perfeitos com as mãos sujas de sonho
Prisioneiros de um querer que não sabe o nome
[Pre-Chorus]
O muro que nos separa está por um triz
O nó no peito aperta querendo se libertar
A gravidade puxa o que a razão quer negar
Corpos em órbita louca prestes a colidir
[Chorus]
Quando a distância desaba vira um incêndio sem freio
Essa loucura sagrada que arranca o chão dos pés
É um abismo que chama e a gente se lança inteiro
Sem saber se é porto ou se é naufrágio cruel
Dois polos opostos que se devoram no escuro
[Outro]