Contenda, Meu Lugar
(Sertanejo raiz / moda de viola)
Verso 1
Numa curva da estrada eu vejo o sol se deitar,
Lá na pequena Contenda, onde aprendi a sonhar.
Cidade simples e calma, de gente batalhadora,
Que acorda bem cedinho e segue a vida sem demora.
As crianças na praça correndo sem direção,
Os amigos na calçada colocando a prosa em ação.
O cheiro de café fresco vem da cozinha da vó,
E o sino lá da igreja espalha sua voz.
Verso 2
Na tarde de domingo o tempo parece parar,
As famílias pelas ruas saem para passear.
Tem sorriso em cada esquina, tem aperto de mão sincero,
Tem gente que se conhece desde os tempos mais antigos e verdadeiros.
E ali na frente da farmácia tem um banco especial,
Onde os senhores se reúnem num encontro tradicional.
Sentados lado a lado, olhando o povo passar,
Contando velhos causos que nunca vão acabar.
Refrão
Ô Contenda, terra querida,
Guardada no meu coração.
Nas tardes de domingo a família reunida,
Espalhando alegria pela população.
E os velhos companheiros na frente da farmácia estão,
Colocando os causos em dia numa boa conversação.
Verso 3
Um fala das colheitas, outro lembra o seu avô,
Outro conta uma história que o tempo nunca apagou.
Entre uma risada e outra, a tarde vai se embora,
Mas a amizade permanece firme como outrora.
O céu ganha novas cores quando o dia vai partir,
E a lua lá do alto começa a reluzir.
Contenda vai adormecendo em paz e gratidão,
Guardando suas histórias no fundo do coração.
Refrão Final
Ô Contenda, terra querida,
Guardada no meu coração.
Nas tardes de domingo a família reunida,
Espalhando alegria pela população.
E os senhores na farmácia, entre risos e emoção,
Mantêm viva a memória e a alma desta região.
Final
Quem nasce em Contenda leva consigo esse valor,
O respeito pelas pessoas e o verdadeiro amor.
Pequena no tamanho, gigante na tradição,
Contenda, para sempre, meu orgulho e minha paixão.