[Intro]
[Verse]
O asfalto queima sob o sol do meio-dia
Tua pele risca o ar com pura ventania
Não há descanso quando o sangue pede urgência
A gente vive à beira da inconsequência
O chão treme no compasso do sapato
O nosso pacto é selado nesse ato
[Verse]
A tua voz corta o silêncio feito adaga
Uma faísca que no peito nunca apaga
Corremos juntos sem olhar pro que ficou
O cronômetro do mundo enfim parou
É movimento que não cabe na retina
A força bruta que o destino determina
[Chorus]
Vem que o pulso não aceita mais espera
A nossa chama atravessa qualquer era
É tempestade desaguando em plena rua
A minha busca se completa dentro da tua
Explosão de vida em cada poro que transpira
O universo para e a gente gira e gira
[Verse]
Teu riso largo é o motor da minha sorte
Um elo vivo que se mostra muito forte
Subimos degraus de um prédio sem final
Numa vertigem que se torna essencial
Nada segura essa maré de sentimento
Nascemos pra vencer o próprio tempo
[Pre-Chorus]
O suor que escorre é batismo de coragem
Não somos sombra nem seremos só miragem
O peito vibra como nota de trovão
Lançando o corpo pra além da imensidão
[Chorus]
Vem que o pulso não aceita mais espera
A nossa chama atravessa qualquer era
É tempestade desaguando em plena rua
A minha busca se completa dentro da tua
Explosão de vida em cada poro que transpira
O universo para e a gente gira e gira
[Chorus]
Vem que o pulso não aceita mais espera
A nossa chama atravessa qualquer era
É tempestade desaguando em plena rua
A minha busca se completa dentro da tua
Explosão de vida em cada poro que transpira
O universo para e a gente gira e gira
[Outro]