[Intro]
[Verse]
O asfalto ainda guarda o cheiro da chuva
As bandeiras desbotam no varal do vizinho
O grito travado virou uma névoa turva
Caminho sozinho guardando o espinho
[Verse]
A tevê desligada reflete o cansaço
O rádio transmite um silêncio cortante
O sonho que sobra é um nó num abraço
A glória ficou num segundo distante
[Pre-Chorus]
As ruas vazias esquecem a festa
O peito carrega o peso do não
O resto de sorte é o que nos resta
Na palma suada de cada mão
[Chorus]
É uma copa que não volta mais
Um grito mudo que o tempo consome
Ficaram as sombras e os velhos rituais
A sede de agora que ninguém nomeia
O campo vazio e a alma que anseia
Pelo destino que nos foge e some
[Verse]
O quadro na sala exibe a poeira
De um tempo em que o ouro era quase real
A chuteira gasta pendura na beira
De um abismo fundo sem sinal final
[Verse]
O relógio não para por nossa vontade
O apito final ainda ecoa na mente
Ficamos reféns dessa brevidade
Do frio que queima a pele da gente
[Pre-Chorus]
As ruas vazias esquecem a festa
O peito carrega o peso do não
O resto de sorte é o que nos resta
Na palma suada de cada mão
[Chorus]
É uma copa que não volta mais
Um grito mudo que o tempo consome
Ficaram as sombras e os velhos rituais
A sede de agora que ninguém nomeia
O campo vazio e a alma que anseia
Pelo destino que nos foge e some
[Chorus]
É uma copa que não volta mais
Um grito mudo que o tempo consome
Ficaram as sombras e os velhos rituais
A sede de agora que ninguém nomeia
O campo vazio e a alma que anseia
Pelo destino que nos foge e some
[Outro]