[Intro]
[Verse]
O sol mergulha no horizonte de poeira
A bota pisa falso na terra batida
A lida hoje cedeu lugar pra uma porteira
Que se fechou trancando o resto da minha vida
[Verse]
No alto-falante o peito se despedaça
O berrante mudo deu lugar ao desespero
A saudade morde e a solidão me caça
Sou apenas um vaqueiro entregue ao cativeiro
[Chorus]
É o som do paredão batendo na ferida
O chapéu no rosto esconde a lágrima que cai
Pressão emocional que ferve a alma ferida
O amor rural é um laço que nunca se sai
[Verse]
O gado segue o rastro de uma estrada velha
Enquanto o grave treme o vidro da caminhonete
A lembrança dela é brasa que se espelha
No fundo do copo onde o amargor se repete
[Verse]
Troquei o campo pelo balcão da agonia
Onde o sertão encontra a batida pesada
Aquele beijo tinha cheiro de flor e alegria
Agora só resta a poeira da estrada abandonada
[Chorus]
É o som do paredão batendo na ferida
O chapéu no rosto esconde a lágrima que cai
Pressão emocional que ferve a alma ferida
O amor rural é um laço que nunca se sai
[Bridge]
A fivela brilha mas o coração está fosco
O sistema é bruto e a dor não tem medida
Procuro o rastro dela em cada rosto tosco
Perdido nessa dança de uma causa perdida
[Chorus]
É o som do paredão batendo na ferida
O chapéu no rosto esconde a lágrima que cai
Pressão emocional que ferve a alma ferida
O amor rural é um laço que nunca se sai
[Chorus]
É o som do paredão batendo na ferida
O chapéu no rosto esconde a lágrima que cai
Pressão emocional que ferve a alma ferida
O amor rural é um laço que nunca se sai
[Outro]