(Aboio galego aboiador) Êêêê boi... Ô saudade danada... Êêê coração sofrido no sertão...
(Verso 1)
Já busquei uma mulher
Que foi dona do meu amor
De dia era só minha
De noite tinha outro senhor
Na estrada da minha vida
Ainda procuro esse calor
Cabelos longos na cintura
Negros como escuridão
Pele morena e cheirosa
Não sai do meu coração
Quando eu durmo ainda lembro
Daquela falsa paixão
(Refrão)
Meu coração tá partido
Ferido por amor bandido
Na pegada da vaquejada
Eu sigo sem ter destino
Subo no meu alazão
Pra esconder minha solidão
Mas quando lembro dela
Bate forte o coração
(Aboio)
Êêêê morena ingrata... Tu acabou com o vaqueiro... Ôôô saudade...
(Verso 2)
Por essa mulher danada
Vivi vaqueiro e mulherengo
Coração ferido bate forte
Mesmo eu sofrendo
Ela me trocou ligeiro
Por uns tostão vagabundo
E hoje eu choro sozinho
Perdido nesse mundo
Nas noites frias do sertão
A saudade vem me castigar
Com uma garrafa e o aboio
Tentando me consolar
Mas nenhuma outra paixão
Consegue me completar
(Refrão)
Meu coração tá partido
Ferido por amor bandido
Na pegada da vaquejada
Eu sigo sem ter destino
Aquela eterna lembrança
Vai viver sempre comigo
Sofrendo e chorando alto
Por esse amor perdido
(Final / Aboio)
Êêê boi... No trote do meu cavalo
Carrego dor e paixão...
Vaqueiro também sofre
Quando machuca o coração...