O vento sopra levando
a poeira na beira da estrada,
e o pião comendo o pó que se levanta, pelo cabo da enxada,
tudo seco e vazio pois faz tempo
que não dá água, ele planta e no tempo de colher, ele não acha nada,
e pensando na sua família nos seus olhos, corre uma lágrima, pelo o inverno que não chega e o verão custoso que não passa.
Coro
É assim a vida no sertão,
É difícil arranjar o pão,
E quando arranja não dá pra quem quer,
Sertanejo vive pela fé.
É assim a vida no sertão,
É difícil arranjar o pão,
E quando arranja não dá pra quem quer,
Sertanejo vive pela fé.
Nesse lugar é grande a saudade
de ver de novo a chuva,
Tantos os homens, como
as plantas e os animais,
É tão grande a luta.
E muitos olham como é a situação,
Mas ninguém ajuda.
Muitas vezes a gente prega a palavra,
Mais ninguém escuta,
E por não reconhecer o que é a Deus,
A lida continua,
mas um dia vão reconhecer e vão correr a procura.
Coro
É assim a vida no sertão,
É difícil arranjar o pão,
E quando arranja não dá pra quem quer,
Sertanejo vive pela fé.
É assim a vida no sertão,
É difícil arranjar o pão,
E quando arranja não dá pra quem quer,
Sertanejo vive pela fé.
E quando arranja não dá pra quem quer,
Sertanejo vive pela fé