No deserto eu caminhei sem direção.
Com a areia cobrindo os passos do meu chão.
Procurei uma saída e não achei.
Tu em silêncio, eu tão fraco, mas lutei.
Quantas noites aflito eu me encontrei.
Peguei meu violão e dedilhei.
A esperança parecia se afastar,
Com a voz pesada comecei a Ti cantar.
Tu me viste antes de eu nascer.
Tua mão me guardou sem eu saber.
Quando o mundo disse que acabou,
Do alto do céu, foi ouvido meu clamor.
## Refrão
Eu sou Teu, escolhido no ventre.
Teu cuidado me sustenta para sempre.
Mesmo eu no chão, sei que és meu Senhor.
Eu, fraco e só, mas fui abraçado pelo amor.
Eu sou Teu, minha alma alegra em Ti.
Tua graça escreveu meu nome, e não é o fim.
Se o inferno inveja o Teu carinho,
É porque o Teu amor fez de mim Teu filho.
Não foi minha força que me fez prevalecer.
Mas sim a Tua chama que resistisse em acender.
Cada lágrima guardada em Tua mão,
Como semente, germinou essa canção.
Tu me viste antes de eu nascer.
Tua mão me guardou sem eu saber.
Quando o mundo disse que acabou,
Do alto do céu, foi ouvido meu clamor.
Eu sou Teu, escolhido no ventre.
Teu cuidado me sustenta para sempre.
Mesmo eu no chão, sei que és meu Senhor.
Eu, fraco e só, mas fui abraçado pelo amor.
Eu sou Teu, minha alma alegra em Ti.
Tua graça escreveu meu nome, e não é o fim.
Se o inferno inveja o Teu carinho,
É porque o Teu amor fez de mim Teu filho.
Tu pode me levantar,
Da prisão me libertar,
Na fraqueza revelar
Que não vai me abandonar.
Eu não desisti porque Tu não desistiu.
Eu sobrevivi porque Sua voz me disse:
“Levanta, filho, Eu te escolhi.
O Meu amor sempre esteve aí.”
No deserto, Tu foi meu caminho.
Percebi que nunca estive sozinho.
Hoje o céu declara com fervor:
Sou Teu filho, blindado pelo amor.