Ciranda, cirandinha,
Girassol vai cirandar.
As cantigas de roda, relembrar...
Desperte a infância em você:
Matosinhos canta, faz o chão tremer! (Bis)
No berço da história, a voz ecoou,
A velha cantiga no tempo viajou.
Cruzou o oceano de além-mar,
Nas praias de Pindorama veio aportar.
O índio no seu rito de fé,
O negro com seu gingado,
De batuque e axé.
Mar de cultura, divina canção,
A coroa sagrada da miscigenação!
Tum, tum, tum... No toque do caxangá!
É a batida sagrada do meu yorubá!
A ancestralidade que o tempo guardou,
No sangue da terra que a roda gerou!
Marcha soldado, lá vem quarenta graus!
Pra nossa bateria levantar o seu astral.
Cai, cai, balão, o repique faz subir,
Pirulito bate-bate, faz o povo aplaudir!
O peixe vivo no balanço do mar,
O cravo e a rosa, meu pavilhão a girar!
No céu borboletinha, no tambor samba-lêlê,
Meu limão, meu limoeiro, faz o caldeirão ferver!
Se essa rua fosse minha,
Eu mandava a alegria espalhar:
Água de cheiro, confete e serpentina,
Para a Rosa e Branco desfilar! (Bis)
É herança, cultura e tradição,
Vem, entra na roda, pisa forte nesse chão!
De mãos dadas na ciranda da vida,
O Brasil canta suas cantigas!